domingo, 8 de fevereiro de 2009

TESE DE MESTRADO NA USP: A doença burguesa e a "invisibilidade pública"‏



A USP por um PSICÓLOGO

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE''

Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'.

Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhouoito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP,conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja,uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisãosocial do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o saláriode R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maiorlição de sua vida:'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, podesignificar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explicao pesquisador.O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e nãocomo um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores daUSP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Àsvezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas,seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em umorelhão', diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Elescolocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeitovindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavamcomigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi atéo latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhaspela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta.

E como agente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti quedeveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o caratirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que temsujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em queempunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou paraassistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai sesujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram aconversar comigo, a contar piada, brincar.O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aíeu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei peloandar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei nabiblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico,passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiztodo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensaçãomuito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, umaangustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivessesido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para otrabalho atordoado.E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também asituações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor seaproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele iapassar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como setivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão. E quando vocêvolta para casa, para seu mundo real? Eu choro.

É muito triste,porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condiçãopsicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência medeixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meusamigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nasperiferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Elessão tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamadopelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.


*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!


Respeito: passe adiante!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pindura!


O aniversário da criação dos primeiros cursos jurídicos, em 11 de agosto de 1827, nunca passou em branco. Graças ao status de que desfrutavam, os estudantes da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo (SP), costumavam ser convidados pelos donos de restaurantes e nada pagavam na noite da comemoração. Na década de 30, com o aumento do número de estudantes, os convites deixaram de ser feitos e os estudantes passaram a se convidar, anunciando o calote no final da festa.


Em 2003, um advogado colocou-se à disposição dos alunos do Largo do São Francisco para ajudá-los a honrar a tradição. Divulgou seus dados de contato, para que os estudantes o procurassem caso tivessem probleminhas com a polícia:


Prezados Acadêmicos São franciscanos,


Seguindo o que já fiz no ano passado, envio-lhes esta mensagem para, conforme prometido, comunicar-lhes o telefone celular que estará à disposição dos senhores nas noites dos dias 6, 7, 8 e 11 de agosto de 2003, para a comunicação em razão de eventuais “emergências” decorrentes da semana do Pendura.
Só gostaria de apelar ao bom-senso de todos para que paguem as bebidas ALCOÓLICAS e os 10% do garçom, atentando para que não caiam nesse discursinho que todos eles tentam empurrar de que serão descontados do próprio bolso se a conta não for paga, pois em 99,9999% dos casos é mentira deslavada para apelar para a única ferramenta capaz de convencer um jovem e influenciável estudante a voltar atrás em seu pendura: a chantagem emocional. Quando essa balela é empurrada, a forma de se esquivar dessa mentira é orientar o garçom a “consultar sempre um advogado”, como é o lema da OAB, dado o absurdo que é esse argumento.
Em razão desses probleminhas, os alunos da São Francisco têm enfrentado algumas animosidades e contratempos nesses tão animados dias, registrando-se, inclusive, casos isolados de abusos cometidos por alguns poucos delegados que insistem, por desconhecimento do direito ou má-vontade, que a prática de pendurar é “enquadrável” no art. 176 do CP.
Normalmente, os delegados não oferecem grandes empecilhos, mas apenas algum cansaço, embora já houve casos de abusos, como um em que fui protagonista ainda no primeiro ano quando nós, calouros de 1997, assinamos um Termo Circunstanciado (o famoso “TC”) sem que se fizesse constar que nós tínhamos dinheiro, caindo na lábia do senhor delegado. Na época, eu não tinha um advogado que pudesse quebrar esse enorme galho.
Tirando isso, o fato não é típico e essa história de que o sujeito fica atrapalhado em eventual concurso é balela, pura e deslavada balela, pois em casos como esse pode haver, no máximo, inquérito policial, que sequer chega a virar ação. Raríssimos os casos em que ocorreu o contrário, e todos eles foram de estudantes que não tinham dinheiro para pagar as suas contas.
Tendo dinheiro no bolso e um advogado (in casu, eu) que garanta constar isso em TC ou BO, não há tipo penal, como está no referido artigo e em unâmime jurisprudência.
Em havendo TC, impetra-se HC se, e somente se, os próprios juízes não mandarem para arquivo sem a designação da audiência preliminar das pequenas causas.
Bem, senhores, dado que não sou mais estudante, mas um advogado regularmente inscrito na OAB/SP, em dia com sua anuidade, aliás, resolvi este ano repetir o que fiz no ano passado e participar ativamente da Pendura em prol dos estudantes de minha Faculdade de maneira diferente, qual seja, mantendo-me em plantão nos dias 6, 7, 8 e 11 para os estudantes DA SÃO FRANCISCO que possam vir a ter problemas em razão dessa saudável praxe acadêmica, disponibilizando nestas datas o celular nº (11) xxxx-xxxx, das 21h às 23h40, para que entrem em contato, caso necessitem de meus serviços.
Nesse horário, estarei em PLANTÃO nas proximidades do 78º Distrito Policial (Jardins), situado à Rua Estados Unidos, nº 1608, entre a Augusta e a Haddock Lobo, próximo a Galeria dos Pães, nas proximidades do Clube Paulistano.
ATENÇÃO: A zona de circunscrição daquela DP (onde as penduras estarão protegidas por meus competentes serviços) está compreendida no seguinte quadrilátero: “Avenidas Brasil, Rebouças, Paulista e Brigadeiro Luiz Antonio”. FAÇAM PENDURAS CIRCUNSCRITAS NESSA - E SOMENTE NESSA - ÁREA.


Essa DP costuma ter delegados e investigadores de bom trato e educação, sendo que em 26 de junho de 2003 foram inauguradas novas instalações, com obras de arte, televisão, sofá macio, painel para atendimento por senhas, enfim, tudo como está noticiado no próprio site da Polícia Civil.
Para os que apreciam um bom café após o jantar e tiverem a necessidade de meus serviços, estão todos convidados, lá na Galeria dos Pães, onde os grãos são muito bem selecionados, pois, sendo Sãofranciscanos, já serão uma boa companhia para um bom bate-papo, esperando que vocês não se incomodem pelo fato de que eu estarei a trabalho.
Apenas sublinho que, para que possamos resgatar essa tradição, ou seja, para mostrarmos aos maîtres e donos dos estabelecimentos que esta é uma tradição que deve ser exclusivamente Sãofranciscana e que tudo não passa de uma boa picardia estudantil, o que sempre cuidarei de sublinhar para eles (ou seus representantes no DP), temos por outro lado de evitar abusos de nossa parte, para que tudo seja feito em clima de festa e brincadeira.
Desejo-lhes um bom pendura, especialmente aos calouros de 2004, dada a especialidade dessa data, que é sempre memorável no primeiro ano.
Um abraço a todos e boas comemorações do centenário do XI.
Saudações Acadêmicas!!!


Claudio Castello de Campos Pereira


domingo, 3 de agosto de 2008

O Computador é fêmea!


1) Você não consegue conversar com ele.

2) Ninguém, além do criador, é capaz de entender a sua lógica interna.

3) Mesmo os menores errinhos que você comete são guardados na memória para futura referência.

4) A linguagem nativa usada na comunicação entre computadores é incompreensível para qualquer outra espécie.

5) A mensagem bad command or file name é tão informativa quanto, digamos,’se você não sabe por que estou com raiva, não sou eu quem vai explicar!

6) Assim que você opta por um computador, qualquer que seja, logo você estará gastando tudo o que ganha com acessórios para ele.

7) O computador processa informações com muita rapidez, mas não pensa.

8) O computador do seu amigo, vizinho, ou do seu escritório sempre é melhor do que você tem em casa.

9) O computador não faz absolutamente nada sozinho, a não ser que você dê o comando.

10) O computador trava na melhor hora.

11) Você não consegue viver sem!

sábado, 19 de julho de 2008

Confira como os sete pecados capitais podem levar à reprovação


26/03/2008 11:10

Ana Clara Brant - Do Correio Braziliense

Gula, soberba, preguiça, inveja, ira, luxúria, avareza. Os sete pecados capitais. Atire aprimeira pedra quem nunca cometeu algum deles. Realmente resistir às tentações não éfácil. E você já parou para pensar que até na hora de estudar e prestar um certame épossível pecar? Isso é o que garante um dos maiores experts em concursos públicos do país:William Douglas, que é juiz federal, professor e autor de obras importantes da área jurídicarelacionadas a concursos. "Segundo os religiosos, o pecado faz mal e leva para o inferno; os'pecados do concurso' fazem mal também, e levam à reprovação. Ou, dependendo do caso,levam o candidato a desanimar e a desistir de seus sonhos", filosofa.


Para cada um dos pecados, Douglas faz uma análise diferenciada e avalia que o mais gravecometido pelos concurseiros é a falta de capacidade de administrar o tempo e o excesso delazer, apesar de a total falta de atividades prazerosas também ser ruim. Mas sem dúvida, osmais comuns, de acordo com o "papa dos concursos", são a gula e a preguiça.


Mas o que fazer para não se tornar um costumeiro pecador de concursos? Fé sempre e,claro, muito sacrifício. "O que recomendo é que o candidato faça a sua parte e pague o seupreço para chegar aonde quer. Ao dar nossa parcela de fé e sacrifício, chegaremos cedo outarde à 'Terra Prometida', ao 'Paraíso', com o mérito dos santos. 'Santo', por sinal, significa,etimologicamente, 'separado'. Gente que passa em concurso é assim: meio diferente damédia, mais dedicada, mais focada. Isso é santidade. Faço votos de que todos passem noconcurso de seus sonhos", finaliza William Douglas.


Gula É a pressa de passar. Concurso não se faz para passar, mas até passar. E, para isso, é precisoum processo de maturação. A aprovação é resultado de um processo longo, mas é algo que apessoa - se trabalhar direito - pode contar.


Soberba é a arrogância, o achar que já é o "dr. sabe-tudo", o "rei da cocada", mal que atingemuitos candidatos bem preparados (e outros nem tanto!). Muitos candidatos inteligentes ebem formados são vítimas da soberba, ao passo que os menos capazes, mas esforçados,chegam lá, assim como na história da corrida da lebre com a tartaruga. A humildade nasaulas, no estudo, nas provas, em todo o processo, enfim, é o caminho para a glória.


Preguiça Nem é preciso escrever nada. A palavra é auto-explicativa. Contudo, eu sou meiopreguiçoso, reconheço. Por isso sempre procurei técnicas de estudo para render mais epoder ter resultados de forma mais eficiente.


InvejaA inveja acontece quando o concurseiro fica vigiando a vida, as notas e as coisas boas que osoutros possuem ao invés de ir resolver a própria vida.


A ira representa deixar-se "estourar" pela enorme quantidade de fatos que até dão raivamesmo mas que fazem parte do processo, do sistema: cansaço, carteiras duras (do curso e asua), dificuldades com a família, com a matéria, os absurdos ou fraudes em concursos, taxasde inscrição abusivas etc. Haja paciência! (ops! Estamos falando de pecados e não devirtudes...) Mas não adianta ficar irado. O jeito é estudar, pois um dia a gente passa, apesarde tudo.


A luxúria é talvez o maior pecado: o lazer exagerado, as viagens, passeios, baladas e tudo omais que é delicioso, um luxo, e que nos tira tempo de estudar e treinar, bem como a chancede fazer isso no futuro, já nomeado e empossado.


A avareza tem duas manifestações. A primeira, do candidato que economiza nosinvestimentos necessários para ser aprovado e a segunda avareza, a pior delas, ocorrequando o cidadão é aprovado e deixa de utilizar o cargo, os poderes e competências delepara o bem da coletividade. Não sejamos avaros com o país, nem com o povo que o (e nos)sustenta. Ao passar, para não ser blasfemo, herege ou apóstata, é preciso devolver ao povo oquanto nós custamos. Isso pode ser feito com trabalho, eficiência, simpatia, honestidade eentusiasmo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Brasileiro, Brasiliano, Brasilês, Brasilão ...



Há um tempo li este artigo numa revista por muitos lida e por alguns odiada. Realmente nunca tinha imaginado essa possibilidade de reflexão. Para alguns que não veêm sentido em brigar pelas palavras será irrelevante a leitura deste texto.

Para outros (inclusive eu), que veêm nas palavras o começo, o meio e o fim das mudanças, vale a pena perder alguns minutos.

Sempre aguardando comentário!

Texto extraído do site http://www.kanitz.com.br/

Por 500 anos mentiram para nós. Esconderam um dado muito importante sobre o Brasil. Disseram-nos que éramos brasileiros. Que éramos cidadãos brasileiros, que deveríamos ajudar os outros, pagando impostos sem reclamar nem esperar muito em troca. Esconderam todo esse tempo o fato de que o termo brasileiro não é sinônimo de cidadania, e sim o nome de uma profissão. Brasileiro rima com padeiro, pedreiro, ferreiro. Brasileiro era a profissão daqueles portugueses que viajavam para o Brasil, ficavam alguns meses e voltavam com ouro, prata e pau-brasil, tiravam tudo o que podiam, sem nada deixar em troca.
Brasileiros não vêem o Brasil como uma nação, mas uma terra a ser explorada, o mais rápido possível. Investir no país é considerado uma burrice; constituir uma família e mantê-la saudável, um atraso de vida. São esses brasileiros que viraram os bandidos e salafrários de hoje, que sonham com uma boquinha pública ou privada, que só querem tirar vantagem em tudo.

Só que você, caro leitor, é um brasiliano. Brasiliano rima com italiano, indiano, australiano. Brasiliano não é profissão, mas uma declaração de cidadania. Rima com americano, puritano, aqueles abnegados que cruzaram o Atlântico para criar um mundo melhor, uma família, uma nova nação. Que vieram plantar e tentar colher os frutos de seu trabalho, sempre dando algo em troca pelo que receberam dos outros. Gente que veio para ficar, criar uma comunidade, um lar. Que investiu em escolas e educação para os filhos e produziu para consumo interno. Foram os brasilianos que fizeram esta nação, em que se incluem índios, negros e milhões de imigrantes italianos, espanhóis, japoneses, portugueses, poloneses e alemães que criaram raízes neste país. Brasilianos investem na Bolsa de Valores de São Paulo. Brasileiros investem em offshores nas Ilhas Cayman ou vivem seis meses por ano na Inglaterra para não pagar impostos no Brasil. Brasileiros adoram o livro O Ócio Criativo, de Domenico de Masi, enquanto os brasilianos não encontram livro algum com o título O Trabalho Produtivo, algo preocupante. Como dizia o ministro Delfim Netto, o sonho de todo brasileiro é mamar nas tetas de alguém.
Quem está destruindo lentamente este país são os brasileiros, algo que você, leitor, havia muito tempo já desconfiava. Infelizmente, o IBGE não pesquisa a atual proporção entre brasileiros e brasilianos neste país. São as duas classes verdadeiramente importantes para entender o Brasil. Mais importante seria saber qual delas está aumentando e qual está diminuindo rapidamente, uma informação anual e estratégica para prevermos o futuro crescimento do país. Não vou fazer estimativa, deixarei o leitor fazê-la com base nas próprias observações, para sabermos se haverá crescimento ou somente a continuação do "conflito distributivo" deste país. O eterno conflito entre aqueles que se preocupam com a geração de empregos e aqueles que só pensam na distribuição da renda. Os brasilianos desta terra não têm uma Constituição, que ainda é negada a uma parte importante da população.
Uma Constituição feita pelos verdadeiros cidadãos, que estimule o trabalho, o investimento, a família, a responsabilidade social, a geração de renda, e não somente sua distribuição. Uma Constituição de obrigações, como a de construir um futuro, e não somente de direitos, de quem quer apenas garantir o seu.

Precisamos escrever e reescrever nossos livros de história. Em vez de retratarmos o que os brasileiros (não) fizeram, precisamos retratar os belos exemplos e contribuições do povo brasiliano para esta terra. Um livro sobre a História Brasiliana, da qual teríamos muito que nos orgulhar. Vamos começar 2008 tentando ser mais brasilianos e menos brasileiros. São 500 anos de cultura brasileira que precisamos mudar, a começar pela nossa própria identidade, pelo nosso próprio nome, pela nossa própria definição.

Revista Veja, Editora Abril, edição 2040, ano 40, nº 51, 26 de dezembro de 2007, página 22

sábado, 12 de julho de 2008

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terça-feira, 8 de julho de 2008

Essa foi demais.

A pergunta que não quer calar: Sobre "qual" casal global a pergunta se referia???

Em Taubaté, concurso para escriturário tem questões sobre BBB e casal "global".
FÁBIO AMATO da Agência Folha, em São José dos Campos
Quem não acompanhou a última edição do "Big Brother Brasil" nem o fim do relacionamento de um casal de atores da TV Globo pode ter ficado de fora da seleção para escriturário da Prefeitura de Taubaté (130 km de SP).
Esses assuntos, entre outros, foram tema da prova do concurso público promovido pelo município no último domingo para a contratação de 40 escriturários (servidor encarregado da escrituração de registros ou expediente em repartição pública).
Ao todo, 1.600 pessoas concorreram às vagas. O resultado sai na próxima semana. Os classificados serão contratados para desempenhar trabalhos burocráticos, por R$ 450 mensais.
"Alexandre, Bianca e Fernando participaram de que edição do programa Big Brother Brasil?" e "Que famoso casal "global" anunciou, recentemente, o fim do casamento?" foram duas das questões. O teste teve 80 perguntas optativas, divididas em português, matemática, informática e atualidades.
Uma das perguntas foi anulada por erro da organização. Questionava o nome do presidente da Câmara Municipal de Taubaté, mas a opção correta --vereador Luiz Gonzaga Soares (PR)-- não constava entre as alternativas.
A seção de atualidades incluiu também questões sobre política ("Quem é o atual prefeito de São Paulo?"), saúde ("Qual é a doença transmitida através do mosquito -Aedes aegypti-?") e esportes ("Quais são os três pilotos brasileiros que disputam a temporada 2008 da Fórmula 1?").
O diretor do departamento de administração da prefeitura, Julio Cesar Oliveira, disse não ver problemas na inclusão das questões na prova. "Diga por que não pode pôr? Isso é uma coisa da administração. Ela resolveu colocar essa questão e pronto."
O presidente da Câmara Municipal criticou a prova. "Esse tipo de pergunta me parece mais relacionada a fofoca do que a conhecimentos gerais. As pessoas poderiam ter sido questionadas, por exemplo, sobre Monteiro Lobato ou Mazzaropi, que fazem parte da cultura de nossa cidade", disse Soares.
Ele afirmou que enviou requerimento ao prefeito Roberto Peixoto (PMDB) solicitando explicações. O documento pede ainda que o prefeito cancele o concurso